Até agora, as autoridades colombianas mostraram-se prudentes sobre o paradeiro de Langlois, jornalista da emissora France 24 que foi dado como desaparecido em 28 de abril, quando ficou em meio a um confronto entre militares e guerrilheiros em uma região de conflito do sul da Colômbia. No confronto, o jornalista ficou ferido no braço esquerdo, segundo o depoimento dos militares que o acompanhavam.
"Este jornalista estava em uma missão profissional, jornalística, com nossas forças armadas. Teve a infelicidade de ser levado para o lado onde estava esse grupo das Farc, e hoje todos os indícios apontam que ele está em seu poder", afirmou o presidente colombiano.
Santos lembrou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram em fevereiro sua renúncia ao sequestro de civis com fins extorsivos, e pediu para atuarem com responsabilidade. "Há algumas semanas prometeram à Colômbia e ao mundo que iam deixar o sequestro. Recebemos essa notícia com satisfação (...). Cumpram com sua palavra. Qualquer coisa que aconteça a esse jornalista é responsabilidade absoluta das Farc", enfatizou.
Langlois, de 35 anos, trabalha na Colômbia há uma década. O jornalista realizava uma reportagem sobre as operações anti-drogas no departamento de Caquetá (cerca de 600 km ao sul de Bogotá), quando a patrulha militar com a qual viajava foi atacada no último sábado. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França exigiu a sua libertação em comunicado divulgado nesta segunda.