"Sempre disse que o diálogo não está encerrado, que a porta ao diálogo não está fechada com chave, mas insisto em que precisamos de sinais muito claros, que o terrorismo acabe", afirmou Santos em Popayán, onde saudou as tropas que participaram da operação em que Cano foi morto.
"Politicamente estão derrotados, mais de 95% da população os rejeita e militarmente também estão cada vez mais enfraquecidos. Desmobilizem-se, baixem as armas", convidou o presidente, dirigindo-se aos guerrilheiros.
Para Santos, a morte de Cano, que ocupava o comando máximo das Farc desde 2008, foi o golpe "mais contundente" sofrido pela guerrilha, devido à importância que ele tinha "frente ao resto do secretariado" (comando geral), a cúpula de sete membros do movimento. "Muitos analistas diziam que Cano era insubstituível pela ascendência" que tinha na guerilha. "Daí a importância desse golpe", afirmou o presidente. "O que sabemos é que aquele que o substituir não vai ter essa capacidade de comando e controle sobre as Farc", acrescentou.
No discurso, Santos lembrou dos reféns que estão em poder das Farc, 18 dos quais são policiais e militares.
"Não os esquecemos e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para a sua libertação", afirmou. Segundo o presidente, a operação militar contra Cano foi planejada durante quase um ano e se apoiou em trabalho de inteligência. Além disso, Santos comemorou que a operação não tenha produzido nenhuma baixa entre os militares.
"Foi uma operação de grande risco e, por sorte, todos voltaram sãos e salvos", disse.