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Disparos de armas pesadas voltaram a abalar nesta terça-feira a cidade de Abidjan, um dia depois da intervenção das forças da Organização das Nações Unidas (ONU) e de militares franceses da força Licorne que atacaram os últimos redutos de Gbagbo para destruir o armamento pesado.
As forças do presidente marfinense Laurent Gbagbo afirmam controlar o palácio presidencial em Abidjan, assim como a residência de Gbagbo e o acampamento militar de Agban, após os bombardeios da França e da ONU, afirmou o porta-voz do dirigente, Ahoua Don Mello. Os "bombardeios" da ONU e da França contra alvos militares em Abidjan provocaram "muitos mortos", já que "os militares vivem com suas famílias nos acampamentos" militares, acrescentou.
A batalha de Abidjan, iniciada em 31 de março pelas forças do presidente Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional como presidente eleito da Costa do Marfim, adquiriu uma nova dimensão com a participação, desde segunda-feira, das Nações Unidas e da França, quatro meses depois de uma crise pós-eleitoral que levou o país à beira da guerra civil.