O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira, 5, que juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoiará o povo da Venezuela na sua busca por “transparência” após a questionada reeleição de Nicolás Maduro. Após mais de uma semana do anúncio do resultado do pleito, as atas da votação ainda não foram divulgadas. A oposição venezuelana contesta o resultado.
Nesta segunda-feira, Lula recebeu um telefonema do presidente francês. Na conversa, Macron elogiou a posição de Brasil, Colômbia e México, emitida em nota conjunta na última quinta-feira, 1, e a posição do país de estimulo ao diálogo entre o governo e a oposição venezuelana. O presidente Lula reiterou seu compromisso com a busca de uma solução pacífica entre as partes e que respeite a soberania do povo venezuelano.
“Juntamente com o presidente @Lulaoficial [Lula], apoiamos a aspiração do povo venezuelano por uma eleição transparente. Esta exigência está no coração de qualquer democracia”, disse Macron em uma mensagem em espanhol nas redes sociais após uma conversa telefônica com o presidente brasileiro.
Nous soutenons avec le Président @Lulaoficial l'aspiration du peuple vénézuélien à une élection transparente. Cette exigence est au cœur de toute démocratie.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) August 5, 2024
A eleição presidencial na Venezuela ocorreu em 28 de julho. Os venezuelanos votaram para escolher um presidente para um mandato de seis anos, com início em 10 de janeiro de 2025. O presidente Nicolás Maduro teve como principal adversário Edmundo González Urrutía.
No dia seguinte, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) publicou um boletim, que anunciava Maduro como vencedor com 51,20% das preferências. Na ocasião, haviam sido apurados 80% dos votos. Na última sexta-feira, 2, o CNE reafirmou a vitória de Maduro. Com 97% dos votos apurados, o resultado divulgado foi de 51,95% para o atual presidente, contra 43,18 do opositor Edmundo González Urrutia.
Nesta segunda-feira, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) anunciou que deve entregar esta semana ao Judiciário as atas eleitorais por mesa de votação. O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) também pediu os documentos que comprovam o suposto ataque cibernético que teria atrasado os trabalhos do CNE.
Nos últimos dias, a oposição divulgou o que seriam parte das atas, que indicariam a vitória de Edmundo González. A oposição diz ter publicado 81% das mais de 30 mil atas. O governo condenou o que chamou de “uma grande farsa” com “atas forjadas pela ultradireita”.
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Com informações de AFP e Palácio do Planalto