Papoulias deve se reunir novamente com integrantes dos partidos que obtiveram os três primeiros lugares nas eleições legislativas de 6 de maio, os conservadores da Nova Democracia, os socialistas do PASOK e o Syriza, da esquerda radical, além de membros da esquerda moderada. Mas o líder do Syriza, Alexis Tsipras, recusou-se a participar do encontro. Se não for encontrada uma solução, a Grécia terá de promover novas eleições legislativas em junho, prolongando a incerteza política e lançando dúvidas sobre as condições do país para se manter na zona euro.
Ontem, Papoulias se reuniu com Panos Kammenos, líder do Partido dos Gregos Independentes (direita nacionalista), que critica o acordo fixado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e imposto à Grécia. O líder do KKE (o partido comunista grego), Aleka Papariga, disse que havia “uma encenação para enganar o povo grego”. Porém, não houve acordo. Há ainda expectativa de que representantes da Esquerda Democrática (Dimar), da pró-União Europeia, e dos neonazistas que compõem o Chryssi Avghi se reunam com Papoulias.