Segundo um comunicado da Presidência, Yatsenyuk recusou formalmente a oferta de Yanokovich para se tornar primeiro-ministro. Na terça-feira, o Parlamento se reunirá em sessão extraordinária que poderá abrir o caminho para uma solução do conflito. A crise ucraniana, que preocupa cada vez mais as capitais ocidentais, será ainda tema principal da cúpula entre União Europeia e Rússia, também nesta terça.
Os protestos em Kiev, que começaram em novembro devido à negativa do presidente a assinar um acordo de cooperação com a UE e por sua aproximação com a Rússia, se estenderam a todo o país e se tornaram uma revolta para pedir sua demissão. Após a ocupação, na madrugada de segunda-feira, da sede do ministério da Justiça em Kiev, as autoridades ameaçaram decretar estado de emergência. Mas, horas depois, o ministro de Relações Exteriores desmentiu a informação. "Não há intenção de decretar estado de emergência. Esta medida está fora de cogitação", disse Leonid Kojara durante coletiva de imprensa.
O prédio do ministério da Justiça, um dos muitos edifícios públicos nas mãos dos manifestantes no centro de Kiev, foi evacuado mas vários homens continuam impedindo o acesso na porta. Os líderes da oposição disseram em comunicado conjunto estarem dispostos a negociar "apesar da tentativa das autoridades de abandonar as negociações e declarar estado de emergência".