O presidente da Grécia, Carolos Papoulias, disse nesta quarta-feira que o país "atingiu a beira do abismo" depois que o aumento da violência em protestos deixou três pessoas mortas. "É responsabilidade de todos nós não cairmos no vácuo", disse Papoulias em comunicado. "O que está em jogo nos próximos dias é a manutenção da coesão e da paz social."
Confrontos entre manifestantes e policiais foram registrados em Atenas hoje. Três funcionários morreram numa agência bancária atingida por bombas incendiárias. O primeiro-ministro, George Papandreou, condenou o ataque ao banco como um "doloroso ato assassino". Os funcionários do banco convocaram uma greve de um dia na quinta-feira em protesto pelas mortes.
A violência eclodiu quando milhares de integrantes de sindicatos se reuniram na véspera da votação, no Parlamento, dos cortes de gastos do governo e do aumento dos impostos. A greve geral é o primeiro grande teste para a resolução do governo socialista de levar adiante as medidas econômicas, após ter concordado com o plano de empréstimo de US$ 110 bilhões da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Presidente diz que Grécia está 'à beira do abismo'
Em um confronto hoje, três pessoas morreram em uma agência bancária em Atenas