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Presidente do Egito anuncia que não se candidatará à reeleição

Há 30 anos no cargo, Mubarak descarta renúncia, mesmo após protesto de 1 milhão de pessoas

Centenas de milhares de manifestantes protestaram pela renúncia do presidente egípcio
Centenas de milhares de manifestantes protestaram pela renúncia do presidente egípcio Foto : Mohammed Abed / AFP / CP
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, confirmou nesta terça-feira em discurso oficial na TV, que não vai disputar a reeleição em setembro. Há 30 anos no poder, ele tem enfrentado maciços protestos no país pela sua renúncia, por conta da falta de liberdade política e da crise econômida no país. Hoje, mais de 1 milhão de pessoas se reuniram nas ruas do Cairo e em outras cidades.

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De acordo com o New York Times, o presidente americano Barack Obama disse a Mubarak que ele não deveria voltar a concorrer. A mensagem foi enviada ao presidente egípcio por G. Wisner, um ex-diplomata com fortes laços com o Egito.  "Minha responsabilidade é restaurar a segurança e a estabilidade no Egito, não vou tentar mais um mandato", declarou Mubarak em rede nacional.

"Lutei pelo meu país e a história vai julgar o meu legado. O orgulhoso Egito sempre será forte e precisamos ter certeza disso", enfatizou o presidente. Segundo a rede de TV Al-Arabya, o vice-presidente do país, Omar Suleiman, iniciou reuniões com representantes dos partidos de oposição e com grupos de manifestantes na Praça Tahrir no Cairo, o ponto de concentração dos protestos.

A repressão da polícia e do exército à onda de protestos nas últimas semanas deixou um saldo de mais de cem mortos, entre militares, policiais e civis. O oitavo dia de protestos no Cairo levou centenas de milhares de pessoas ao centro da cidade. Desta vez, porém, a manifestação não sofreu repressão. 


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