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De acordo com o New York Times, o presidente americano Barack Obama disse a Mubarak que ele não deveria voltar a concorrer. A mensagem foi enviada ao presidente egípcio por G. Wisner, um ex-diplomata com fortes laços com o Egito. "Minha responsabilidade é restaurar a segurança e a estabilidade no Egito, não vou tentar mais um mandato", declarou Mubarak em rede nacional.
"Lutei pelo meu país e a história vai julgar o meu legado. O orgulhoso Egito sempre será forte e precisamos ter certeza disso", enfatizou o presidente. Segundo a rede de TV Al-Arabya, o vice-presidente do país, Omar Suleiman, iniciou reuniões com representantes dos partidos de oposição e com grupos de manifestantes na Praça Tahrir no Cairo, o ponto de concentração dos protestos.
A repressão da polícia e do exército à onda de protestos nas últimas semanas deixou um saldo de mais de cem mortos, entre militares, policiais e civis. O oitavo dia de protestos no Cairo levou centenas de milhares de pessoas ao centro da cidade. Desta vez, porém, a manifestação não sofreu repressão.