Ao se reunir na terça com os líderes religiosos dos países muçulmanos, o presidente do Irã disse que a discussão sobre armas não pode ser predominante nas relações multilaterais. Ahmadinejad negou irregularidades no programa nuclear iraniano, suspeito de produção de armas atômicas segundo parte da comunidade internacional. Para o presidente iraniano, o programa desenvolvido no país é utilizado como “ferramenta” para atacar o Irã.
“O programa nuclear iraniano é usado como uma ferramenta nas mãos de potências hegemônicas. Não há (avaliações) técnicas nem legais (sobre o programa nuclear iraniano)”, disse Ahmadinejad. “(O programa do Irã) segue os regulamentos da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). A nação iraniana tem o pleno direito de desenvolver energia limpa.”
O presidente iraniano disse que o país é alvo de sanções internacionais há 18 anos. Segundo ele, o governo dos Estados Unidos lidera a campanha contra os iranianos. Para Ahmadinejad, há interesses externos em retomar a hegemonia política e econômica, que não é comportada no mundo atual. “A nação iraniana não tem medo de nada”, disse ele.
Ahmadinejad defendeu a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O órgão é formado por 15 membros, dos quais apenas cinco têm assentos permanentes. O Brasil pleiteia uma vaga e sugere a ampliação do órgão. “Enquanto há quase 200 países do mundo que integram a organização, as decisões são tomadas por apenas alguns países”, disse Ahmadinejad.