O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, virou alvo na noite desta quarta-feira de um novo processo para que reconheça a paternidade de uma criança. Damiana Hortencia Morán Amarilla é a terceira mulher a processar o presidente em um caso de reconhecimento de paternidade. A mulher apresentou o pedido ao Juizado de Menores da cidade de Capiatá para que Lugo reconheça Juan Pablo, o filho que teve com ela há dois anos. A informação foi publicada na edição desta quinta-feira no jornal paraguaio Ultima Hora.
Apesar da abertura do processo contra o presidente paraguaio ter acontecido apenas agora, o caso de Juan Pablo já é conhecido. Damiana, 39 anos, convocou uma coletiva de imprensa em abril passado para confirmar que manteve uma "relação amorosa" com o presidente quando ele ainda era bispo de San Pedro. E que, como fruto desse "amor de entrega total", eles tiveram um filho. Mas a mulher disse na ocasião que não apresentaria nenhuma demanda contra o presidente paraguaio. Damiana afirmou que esperava que Lugo reconhecesse a criança por iniciativa própria, o que acabou não acontecendo.
Além de Damiana, outras duas mulheres dizem ter tido filhos com o presidente paraguaio. A camelô Benigna Leguizamón, 27 anos, afirma ter mantido com Lugo um relacionamento desde 2001, quando foi à igreja pedir ajuda. Teve com ele Lucas Fernando, hoje com 7 anos. O presidente paraguaio assumiu em abril que é pai de um menino que à época tinha 2 anos, fruto do relacionamento com Viviana Carrillo, 26 anos. Ela disse ter sido seduzida por Lugo quando tinha apenas 16 anos e que manteve um longo relacionamento com ele. Na época, a oposição paraguaia ameaçou abrir um processo contra o presidente por estupro.
Presidente do Paraguai é alvo de novo processo de paternidade
Damiana Hortencia entrou com processo no Juizado de Menores de Assunção contra Fernando Lugo