O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, disse nesta quinta-feira que não renunciará ao cargo, apesar das pressões que sofre da maioria do Congresso, que o ameaça com um julgamento político para destituí-lo por mau desempenho. "Poderíamos contestar essa questão de 'julgamento político'. Mas estou com as pessoas. Este governo não vai desistir por mais pressão que tenhamos de cima, de baixo, dos lados", afirmou o chefe de Estado.
Um de seus principais detratores e críticos é o próprio vice-presidente, Federico Franco, do partido Liberal, que o ajudou a chegar ao poder. Lugo é acusado pelos opositores de seguir o presidente venezuelano, Hugo Chávez, o que questionou: "No Paraguai, não nacionalizamos nada e não tiramos os colorados das instituições públicas", acrescentou, referindo-se aos funcionários do Partido Colorado, ao qual sucedeu no poder, em 2008.
Presidente do Paraguai diz que não renuncia, apesar das pressões
Maioria do Congresso ameaça Lugo com julgamento que pode destituí-lo