"Eu sempre estive, ainda estou e sempre estarei, se Deus quiser, com o povo, é o que o povo quer, com uma clara legitimidade", insistiu. "Ninguém pode deter nossa marcha adiante (...) Estou cumprindo minha função para servir a Deus e à nação e tomo as decisões depois de consultar todos", disse o presidente.
O aumento dos poderes do presidente foi chamado pela oposição de medida ditatorial. Durante o dia, manifestantes incendiaram a sede do Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ), da Irmandade Muçulmana, em três cidades do Egito, informou a rede de televisão pública. Os escritórios do PLJ, partido de Mursi, foram incendiados nas cidades de Suez, Ismailiya e Port Said, segundo o canal. Um funcionário do partido islamita também indicou à AFP que escritórios do partido foram tomados na cidade de Alexandria, onde ocorreram confrontos entre manifestantes favoráveis e contrários a Mursi.
Na quinta-feira, Mursi, primeiro presidente civil e islamita do país mais populoso do mundo árabe, concedeu a si mesmo em uma "declaração constitucional" o direito de tomar qualquer decisão ou medida para proteger a revolução de 2011.