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Presidente eleito do Egito promete um Estado civil e patriota

Mohamed Mursi discursou na Praça Tahrir, um dia antes de ser empossado

Presidente eleito do Egito, Mohamed Mursi, tomará posse neste sábado
Presidente eleito do Egito, Mohamed Mursi, tomará posse neste sábado Foto : Mohammed Hossam / AFP / CP
O presidente eleito egípcio, Mohamed Mursi, prometeu nesta sexta-feira, na Praça Tahrir do Cairo, que o Egito será um "estado civil, patriota e constitucional". Ao chegar ao local, tomado por milhares de pessoas, Mursi foi recebido com aplausos. O ato é chamado de "entrega do poder" e é organizado pelos militantes a favor da democracia e apoiada pela Irmandade Muçulmana.

A manifestação visa a pressionar o Exército egípcio, no poder desde a queda de Hosni Mubarak em fevereiro de 2011. Os seguidores da Irmandade Muçulmana ocupam há dias a Praça Tahrir para protestar contra as disposições constitucionais adotadas pelo Exército. "Juro por Deus preservar o sistema republicano, respeitar a Constituição e a lei, proteger por completo os interesses do povo e preservar a independência da Nação e a segurança de seu território", prometeu o presidente eleito ante a multidão.

Mursi prestou homenagem à Praça Tahrir, palco e símbolo da "liberdade e da revolução" e se dirigiu ao "mundo livre, aos árabes, aos muçulmanos, ao povo do Egito, irmãos e irmãs, crianças, muçulmanos do Egito, cristãos do Egito". Ele será empossado neste sábado pelo Alto Tribunal Constitucional às 11h da manhã (6h horário de Brasília), quando prestar juramento diante da Assembleia Geral do tribunal.

Candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, que derrotou Ahmad Shafiq, último primeiro-ministro de Hosni Mubarak, é o primeiro presidente do Egito fora do aparato militar em anos. O Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que dirige o país desde a demissão forçada de Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, se comprometeu a entregar o poder ao novo chefe de Estado até 30 de junho.

A princípio, Mursi deveria ser empossado na Assembleia do Povo, mas o local foi alterado por determinação da "Declaração Constitucional Complementar", pela qual o Exército recuperou o poder legislativo após dissolver o Parlamento, dominado pelos Irmãos Muçulmanos, em virtude de decisão judicial contra a fórmula das eleições.

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