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Presidente interino dissolve Parlamento egípcio

Protestos pró e contra Mursi reunem milhares e se espalham pelo Egito

Confrontos entre manifestantes e Exército deixa mortos no Cairo
Confrontos entre manifestantes e Exército deixa mortos no Cairo Foto : Mahmoud Khaled / AFP / CP
O presidente interino do Egito, Adli Mansur, designado pelas forças armadas depois da queda de Mohamed Mursi, anunciou nesta sexta-feira a dissolução da câmara alta do Parlamento, dominada pelos islamitas, indicou a agência oficial Mena. Em seu primeiro decreto desde que prestou juramento, na quinta, o juiz de 67 anos também nomeou Mohammed Ahmed Farid como o novo chefe da inteligência do Egito.

• Confronto deixa mortos


Mursi é transferido

O presidente egípcio destituído pelo Exército foi transferido ao amanhecer para a sede do Ministério da Defesa, enquanto toda sua equipe permanece detida em um edifício militar. A detenção do primeiro presidente eleito democraticamente no Egito é a primeira etapa de uma série de medidas das forças de segurança, que têm fechado o cerco à Irmandade Muçulmana, movimento ao qual Mursi pertence, expedindo 300 mandados de prisão contra seus membros.

O Exército suspendeu a Constituição e nomeou o presidente da Corte Constitucional, Adly Mansour, como presidente interino. Na madrugada desta sexta-feira, o Exército egípcio fez um apelo à unidade e à "reconciliação".

As Forças Armadas pediram, sobretudo, que se rejeite "a vingança" para que seja possível "concretizar a reconciliação nacional", em um texto publicado na página oficial de seu porta-voz no Facebook. Ainda segundo a nota, "as medidas excepcionais e arbitrárias contra qualquer movimento político" devem ser evitadas.

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