• Confronto deixa mortos
Mursi é transferido
O presidente egípcio destituído pelo Exército foi transferido ao amanhecer para a sede do Ministério da Defesa, enquanto toda sua equipe permanece detida em um edifício militar. A detenção do primeiro presidente eleito democraticamente no Egito é a primeira etapa de uma série de medidas das forças de segurança, que têm fechado o cerco à Irmandade Muçulmana, movimento ao qual Mursi pertence, expedindo 300 mandados de prisão contra seus membros.
O Exército suspendeu a Constituição e nomeou o presidente da Corte Constitucional, Adly Mansour, como presidente interino. Na madrugada desta sexta-feira, o Exército egípcio fez um apelo à unidade e à "reconciliação".
As Forças Armadas pediram, sobretudo, que se rejeite "a vingança" para que seja possível "concretizar a reconciliação nacional", em um texto publicado na página oficial de seu porta-voz no Facebook. Ainda segundo a nota, "as medidas excepcionais e arbitrárias contra qualquer movimento político" devem ser evitadas.