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Presidente palestino celebra vitória na ONU diante de multidão em Ramallah

"Agora temos um estado", disse Mahmoud Abbas ao povo

Mahmoud Abbas discursou diante de milhares de palestinos
Mahmoud Abbas discursou diante de milhares de palestinos Foto : Abbas Momani / AFP / CP
Uma multidão de palestinos aclamou neste domingo o presidente Mahmoud Abbas em sua chegada a Ramallah, depois do sucesso na negociação que permitiu a elevação do status da Palestina a estado observador das Nações Unidas (ONU). Abbas foi recebido com um tapete vermelho na entrada para o Mukata'ah, sede do governo palestino, e toda a área foi cercada por milhares de palestinos em festa, agitando bandeiras e cantando. "Agora temos um estado", disse Abbas ao povo. Em seu discurso, o presidente se comprometeu a reiniciar o processo de reconciliação entre os palestinos. "Já nos próximos dias vamos examinar as medidas necessárias para conseguir esta reconciliação", disse.

Na quinta-feira, a Assembleia Geral aprovou uma resolução que concedeu à Palestina o status de estado observador não-membro da ONU, apesar da oposição dos Estados Unidos e de Israel - que respondeu anunciando o projeto de construir três mil novas casas nos assentamentos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Em novembro de 2011, Israel já havia acelerado a construção de assentamentos na Cisjordânia, ocupada após a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que rejeita o reconhecimento da Palestina. Ele ainda considerou que, ao apresentar a solicitação na ONU, os palestinos "violaram seus acordos com Israel". "Israel atuará como consequência", acrescentou.

A oposição israelense, por sua vez, acusa Netanyahu pelo estancamento das negociações com os palestinos, oficialmente em ponto morto desde outubro de 2010, mas, na realidade, paralisadas desde 2008. "Com o reconhecimento na ONU (da Palestina), Israel perdeu as conquistas obtidas por meio de negociações", lamentou a ex-ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni (2006-2009), que, diante da perspectiva das eleições, lançou nesta semana um novo partido de centro. "Isto é o resultado de uma política errada, de quatro anos de estagnação política, de discursos e de acusações do governo Netanyahu (...) que atentou contra Israel e contra nossos interesses de segurança diante dos palestinos e do mundo", declarou.

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