Na quinta-feira, a Assembleia Geral aprovou uma resolução que concedeu à Palestina o status de estado observador não-membro da ONU, apesar da oposição dos Estados Unidos e de Israel - que respondeu anunciando o projeto de construir três mil novas casas nos assentamentos da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Em novembro de 2011, Israel já havia acelerado a construção de assentamentos na Cisjordânia, ocupada após a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco.
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que rejeita o reconhecimento da Palestina. Ele ainda considerou que, ao apresentar a solicitação na ONU, os palestinos "violaram seus acordos com Israel". "Israel atuará como consequência", acrescentou.
A oposição israelense, por sua vez, acusa Netanyahu pelo estancamento das negociações com os palestinos, oficialmente em ponto morto desde outubro de 2010, mas, na realidade, paralisadas desde 2008. "Com o reconhecimento na ONU (da Palestina), Israel perdeu as conquistas obtidas por meio de negociações", lamentou a ex-ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni (2006-2009), que, diante da perspectiva das eleições, lançou nesta semana um novo partido de centro. "Isto é o resultado de uma política errada, de quatro anos de estagnação política, de discursos e de acusações do governo Netanyahu (...) que atentou contra Israel e contra nossos interesses de segurança diante dos palestinos e do mundo", declarou.