Entre 300 e 400 pessoas, de todas as correntes políticas e religiosas, se reuniram na Turquia por três dias para apoiar a contestação contra o regime e pedir a renúncia de Assad. Algumas horas antes, Damasco havia esboçado outro sinal de abertura ao publicar o início, em 48 horas, de um diálogo nacional com a oposição. Uma "comissão para o diálogo nacional" será formada antes de quinta-feira com os membros de "todas as correntes políticas e personalidades da sociedade", disse ao jornal Al Watan o número dois do partido Baath, no poder, Mohamad Said Bjeitan.
Nas próximas semanas, a Síria deve realizar eleições legislativas, a terceira desde que o presidente Bashar Al-Assad ocupou o lugar do pai Hafez Al-Assad, em julho de 2000.
Esta não é a primeira vez que o regime sírio dá mostras de abertura em resposta às manifestações pró-democráticas que abalam o país desde 15 de março. Após o agravamento da crise, em abril, Assad decretou o fim do estado de sítio em vigor há quase 50 anos. No entanto isto não impediu que ele continuasse a sangrenta repressão.
Segundo as organizações de defesa dos direitos humanos, mais de 1.100 civis foram mortos e pelo menos 10 mil foram presos no país desde o início dos movimentos de protesto. Na terça-feira, o exército continuou, pelo terceiro dia consecutivo, as operações na cidade de Rastan, próxima de Homs, no centro do país. "Rastan está completamente isolada e um grande número de pessoas ficaram feridas na cidade", informou um militante, afirmando que "os tanques do exército cercam o local e no interior são destacados veículos de transportes de tropas'.
Desde a manhã de domingo, dezenas de tanques cercam Rastan e Talbiseh, assim como a aldeia de Teir Maaleh, reprimindo os protetos ao na região de Homs, terceira maior cidade do país, situada 160 qiolômetros ao norte de Damasco.