Presidente ucraniano pede a países da Otan que enviem navios ao Mar de Azov

Presidente ucraniano pede a países da Otan que enviem navios ao Mar de Azov

Petro Poroshenko afirmou que não pode aceitar "política agressiva" vinda da Rússia

AFP

Petro Poroshenko afirmou que não pode aceitar "política agressiva" vinda da Rússia

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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, pediu nesta quinta-feira aos países da Otan, especialmente a Alemanha, o envio de navios de guerra ao Mar de Azov para apoiar seu país diante da ameaça da Rússia. "A Alemanha é um dos nossos aliados mais próximos e esperamos que países dentro da Otan estejam dispostos a enviar navios ao Mar de Azov para ajudar a Ucrânia e garantir a segurança" na região, declarou Poroshenko ao jornal alemão Bild.

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O presidente russo, Vladimir Putin, "não quer nada menos que ocupar o Mar (de Azov)", acrescentou Poroshenko. "Não podemos aceitar esta política agressiva da Rússia. Primeiro foi a Crimeia, depois o leste da Ucrânia e agora (Putin) quer o Mar de Azov".

"A Alemanha também deve se perguntar o que fará Putin da próxima vez se não o detivermos", assinalou o presidente ucraniano, em um momento em que o premier da Ucrânia, Volodymyr Groysman, é esperado em Berlim. "Putin quer a volta do antigo império russo. Crimeia, Donbass, quer todo o país", denunciou. "Como imperador russo, tal como ele se vê, seu império não pode funcionar sem a Ucrânia. Ele nos considera uma colônia".

Um incidente entre a Guarda Costeira russa e navios ucranianos aconteceu no último domingo no Mar Negro, quando as embarcações tentavam entrar no estreito de Kerch para chegar ao Mar de Azov, uma rota marítima crucial para as exportações de cereais e aço produzidos no leste da Ucrânia.

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A guarda-costeira da Rússia, vinculada aos serviços de segurança (FSB), abordou dois navios patrulheiros e um rebocador ucranianos, acusando-os de ter entrado ilegalmente em águas territoriais russas e capturaram vinte fuzileiros navais a bordo.

A Rússia classificou o incidente como "provocação", enquanto que a Ucrânia denunciou um "ato de agressão" e pediu a libertação de seus fuzileiros e navios. Em resposta, a Ucrânia instaurou a lei marcial nessas regiões fronteiriças durante um mês.

Desde a anexação da Crimeia, em 2014, a Rússia reivindica o controle do estreito de Kerch, única rota marítima entre o Mar Negro e o Mar de Azov.

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