Numa série de medidas com o objetivo de resolver a crise, nesta semana o Parlamento votou pela revogação de uma série de leis contra as manifestações, embora o presidente ainda deva assinar formalmente a decisão. Yanukovych também aceitou a renúncia de seu primeiro-ministro, mas os manifestantes consideram as medidas insuficientes.
Na noite de quarta-feira, o presidente fez uma visita ao Parlamento, antes de aprovar uma medida que oferece anistia a alguns dos manifestantes detidos nos dois meses de protestos, mas apenas se os manifestantes saírem da maior parte dos edifícios do governo que ocuparam nos últimos dias. A oferta foi rapidamente rejeitada pela oposição.
A oposição considera as prisões feitas durante os protestos (328, pelas contas dos parlamentares) como fundamentalmente ilegítimas. Os manifestantes exigem a renúncia de Yanukovych, eleições antecipadas e a demissão de autoridades responsáveis pelas ações violentas da polícia durante os protestos.
As manifestações contra o governo tiveram início depois de Yanukovych ter desistido de assinar um aguardado acordo que aprofundaria as ligações do país com a União Europeia (UE), mas rapidamente passaram a abranger uma grande variedade de temas como o descontentamento com a corrupção, atuação policial e decisões judiciais duvidosas.