Ao tomar posse menos de duas semanas após a Coreia do Norte realizar seu terceiro teste nuclear, Park pediu que o regime de Pyongyang "abandone suas ambições nucleares sem demora" e volte a integrar a comunidade internacional. "O recente teste nuclear da Coreia do Norte é um desafio para a sobrevivência e para o futuro do povo coreano, e não deve haver nenhuma dúvida de que a maior vítima será a própria Coreia do Norte", disse.
"Não tolerarei nenhuma ação que ameace as vidas de nosso povo e a segurança de nossa nação", disse Park, enquanto prometeu buscar a política de construção de confiança com Pyongyang levantada por ela durante a campanha. "Avançarei passo a passo com base em elementos de dissuasão", acrescentou.
Analistas afirmam que suas opções estarão limitadas pelos protestos internacionais contra a Coreia do Norte devido ao teste nuclear de 12 de fevereiro, que encorajou os falcões de seu partido conservador que se opõem a um maior engajamento. Não houve reação imediata de Pyongyang, mas um editorial publicado nesta segunda-feira no jornal do partido dos trabalhadores Rodong Sinmun enviava uma mensagem clara a Park para evitar as políticas de confrontação aplicadas por seu antecessor Lee Myung-Bak. "As relações intercoreanas se tornaram tão tensas que a península Coreana é ameaçada com um conflito armado", alertou o jornal.
A cerimônia de posse desta segunda-feira, que durou duas horas e meia, incluiu um show do rapper coreano Psy, que apresentou seu hit mundial "Gangnam Style". Park assumiu o poder pouco mais de 50 anos após seu pai, um veemente anticomunista, tomar o poder em um golpe militar.