O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que prometeu reduzir a imigração, anunciou nesta quarta-feira (25), em declaração à BBC, mais controles sobre os vistos de trabalho no Reino Unido e alertou que tentará impedir que empresas recorram em massa à mão de obra estrangeira.
Starmer, que assumiu o cargo em julho de 2024, após a vitória do Partido Trabalhista que encerrou 14 anos de governos conservadores, explicou que não vai 'cortar as pernas' das empresas, pedindo-lhes que parem de trazer trabalhadores estrangeiros, mas alertou que ele não tolerará isso 'ano após ano'. Em suas declarações à BBC, contou ter ficado 'surpreso' com o número de pedidos de visto de trabalho que exigem 'competências para as quais a aprendizagem diminuiu' no Reino Unido. Devido a isso, o premiê quer a implementação de uma estratégia de investimento em capacitações para garantir que o país seja 'menos dependente da imigração'.
Os níveis líquidos de migração no Reino Unido, que calculam a diferença entre chegadas e saídas de pessoas, atingiu um patamar recorde em 2022, com 764.000 pessoas, principalmente de países não pertencentes à União Europeia. Em 2023, este número caiu, mas permaneceu elevado, em 685.000 pessoas. A imigração é uma questão política importante no Reino Unido, sobretudo desde o Brexit, quando deixou de fazer parte da UE, o que contribuiu para a escassez de mão de obra em vários setores, como a construção civil e a saúde.