Os dois conversaram por telefone, nesta quinta-feira, em um esforço para encerrar uma crise política que poderia levar a Grécia a sair da Zona do Euro. Samaras pediu que Papandreou renunciasse ao cargo e disse que os dois partidos deveriam concordar com a formação de um governo provisório, que aprovaria o novo acordo de ajuda europeia para a Grécia e convocaria eleições gerais antecipadas.
Segundo Papandreou, "as questões que Samaras levantou para a formação do governo, ou para o momento de novas eleições, não podem ser rejeitadas, nem necessariamente aceitas a priori. Não excluí nada da discussão, inclusive minha própria posição", acrescentou.
As conversas acontecem depois de Papandreou levantar a hipótese de convocar um referendo para os eleitores gregos decidirem se aprovam o pacote de ajuda de 130 bilhões de euros acertado pelos chefes de governo dos países da União Europeia no encontro de cúpula da semana passada, em Bruxelas. A mera possibilidade de uma consulta democrática na Grécia abalou os mercados no meio da semana. Essa posição de Papandreou foi vista por muitos observadores políticos como uma manobra para conter a insatisfação pública com as medidas de austeridade exigidas pela UE.
O primeiro-ministro também disse que, caso saia um acordo com a oposição sobre o pacote de ajuda e a formação de um governo de união nacional, ele vai retirar a proposta de referendo. Na sexta, o governo liderado por Papandreou enfrenta um voto de confiança no Parlamento do país; Samaras já anunciou que votará contra. O Pasok tem atualmente 152 dos 300 deputados. Pelo menos dois deputados do partido governista já anunciaram que não vão votar a favor de Papandreou.