De acordo com o que era previsto Thein Sein, de 65 anos, 47 deles no Exército, foi nomeado por um comitê integrado pelos parlamentares eleitos em novembro e militares designados pela junta.
Tin Aung Myint Oo, outro general também próximo a Than Shwe, e Sai Muk Jam, membro da etnia Shan e dirigente do Partido da Solidariedade e do Desenvolvimento da União (USDP, partidário da junta), que igualmente postulavam o cargo, foram nomeados vice-presidentes.
Três meses depois das primeiras eleições legislativas em 20 anos, a junta deu assim um passo decisivo para uma reforma constitucional e adotar os atributos de um regime civil, mas sem considerar em absoluto as críticas do Ocidente.
Segundo fontes birmanesas, Thein Sein deveria acumular seu atual cargo e sua nova função e formar um novo governo nas próximas semanas.
Atualmente, os cargos-chave do novo regime, incluindo os de presidente das Câmaras alta e baixa do Parlamento e a direção do USDP estão nas mãos de fieis seguidores de Than Shwe.
Thein Sein é um dos assessores mais próximos do chefe da junta. Em 2008 supervisionou a redação da Constituição e a colocação em andamento do 'mapa do caminho' para uma 'democracia disciplinada', um plano de sete etapas que foram quase totalmente cumpridas.
Resta um incógnita. No poder desde 1992, o generalíssimo Than Shwe, de 77 anos, considerado o homem mais detestado na Mianmar, não parece disposto a deixar o poder.
Fontes birmanesas asseguram que ele vai optar pela aposentadoria. Mas os analistas acreditam que, depois de duas décadas de reinado de terror no país, ele deve manter alguma função, para evitar qualquer tipo de vergonha e garantir sua segurança e a de seu clã.
A opositora Aung San Suu Kyi está totalmente à margem do processo depois de ter sido libertada de sua prisão domiciliar, e seu partido foi dissolvido.