O principal assessor econômico de Donald Trump, Gary Cohn, renunciou nesta terça-feira, após ter protestado contra a decisão do presidente americano de impor tarifas aduaneiras sobre o aço e o alumínio. "Foi uma honra servir ao meu país e promulgar políticas econômicas pró-crescimento em benefício do povo americano", disse Cohn em um comunicado lacônico.
Diretor do influente Conselho Econômico Nacional (NEC), o assessor se une a uma longa lista de colaboradores de Trump que abandonaram a Casa Branca nos últimos meses. "Gary foi meu assessor econômico e fez um trabalho extraordinário para estabelecer nosso programa, ajudando a conquistar uma reforma fiscal histórica e a liberar novamente a economia americana", declarou Trump, sem mencionar suas divergências sobre o protecionismo. "É um talento raro e quero lhe agradecer por seu dedicado serviço ao povo americano".
O presidente americano anunciou na semana passada sua intenção de taxar as importações de aço e alumínio em 25% e 10%, respectivamente, o que provocou reações em todo o planeta. "Durante várias semanas, Gary discutiu com o presidente sobre a aproximação do momento de sua demissão", revelou um funcionário da Casa Branca.
A renúncia do ex-executivo da Goldman Sachs gera preocupação nos corredores de Wall Street e deve agitar a sessão na Bolsa americana. Ele já havia manifestado suas divergências com Trump. Em agosto de 2017, criticou o presidente por sua posição ambígua diante da violência neonazista em Charlottesville (Virgínia).
Na ocasião, aliados do governo trataram de manter Cohn no barco aventando a perspectiva de que pudesse ocupar um cargo no gabinete. Cohn contribuiu no final do ano passado para que a reforma fiscal promovida por Trump fosse aprovada pelo Congresso. Durante muito tempo, foi visto pelos democratas como uma influência moderadora ao nacionalismo econômico de Trump e de outros assessores do presidente, como Peter Navarro.
Principal assessor econômico de Trump, Cohn renuncia
Diretor do Conselho Econômico Nacional era contrário a protecionismo de aço e alumínio proposto pelo presidente