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Principal opositor do Putin, Alexei Navalny, irá concorrer à presidência da Rússia

Candidato responde por vários processos judiciais por desvio de recursos

Candidato responde por vários processos judiciais por desvio de recursos
Candidato responde por vários processos judiciais por desvio de recursos Foto : Sergey Brovko / AFP / CP
O principal opositor do Kremlin, Alexei Navalny, anunciou nesta terça-feira sua candidatura às eleições presidenciais de 2018, nas quais, exceto em caso de grande surpresa, enfrentará Vladimir Putin, que buscará o quarto mandato. "Em 2018 acontecerão eleições presidenciais em nosso país e eu decidi participar nelas", afirma Navalny em um comunicado enviado a sua base de apoio.

A justiça pode, no entanto, impedir que Navalny dispute a eleição, em consequência de vários processos judiciais que envolvem seu nome. O opositor denuncia a situação como uma tentativa de mantê-lo afastado da vida política. Em novembro, o Tribunal Supremo da Rússia ordenou um novo julgamento contra Navalny em um caso de desvio de recursos pelo qual havia sido condenado em 2013.

"Sei até que ponto será difícil fazer oposição ao poder atual e sua máquina de propaganda. Entendo muito bem que até mesmo ser candidato não será simples", disse o advogado e ativista anticorrupção.  Navalny, que conseguiu em novembro de 2013 um bom resultado na eleição para a prefeitura de Moscou (27,2% dos votos), virou nos últimos anos o opositor número um de Putin. Suas participações em protestos não autorizados o levaram diversas vezes à prisão ou detenção domiciliar.

Em 2013, a justiça russa o condenou a cinco anos de prisão pelo desvio, em 2009, de 400 mil euros em detrimento de uma empresa pública de exploração florestal. Ele atuava como assessor do governador liberal de uma região do país. No mesmo ano a sentença foi comutada pela suspensão condicional da pena.

No fim de 2014, Navalny foi condenado a três anos e meio de prisão com suspensão condicional da pena pelo desvio, de acordo com a acusação, de quase 400 mil euros da filial russa da empresa francesa de cosméticos Yves Rocher. Liberal e favorável a uma aproximação com os países ocidentais, Navalny também participou em manifestações de tons racistas, como a Marcha Russa, e foi excluído do partido de oposição liberal Iabloko em 2007 por suas opiniões nacionalistas.