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Procuradoria venezuelana pede aos EUA que reconheçam “falta de jurisdição” em julgamento de Maduro

Procurador informou ainda a designação de três promotores para investigar as "dezenas de baixas de inocentes civis e militares" durante o ataque norte-americano

Maduro é julgado por narcotráfico e terrorismo após sua captura pelos Estados Unidos
Maduro é julgado por narcotráfico e terrorismo após sua captura pelos Estados Unidos Foto : AFP

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu nesta terça-feira, 6, a um juiz de Nova York que "reconheça a falta de jurisdição" do tribunal onde o presidente deposto Nicolás Maduro é julgado por narcotráfico e terrorismo, após sua captura pelos Estados Unidos. Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e em outros três estados do país.

O ataque deixou um saldo oficial de 55 militares venezuelanos e cubanos mortos que integravam sua equipe de segurança. O mandatário compareceu na segunda-feira a um tribunal federal de Nova York, onde se declarou não culpado. "Sou um prisioneiro de guerra", disse durante a audiência. Flores também se declarou não culpada.

"Quero fazer um apelo ao juiz Alvin Hellerstein para que respeite a legalidade internacional e proceda a reconhecer a falta de jurisdição do tribunal sob seu comando para julgar um mandatário de uma nação soberana", disse Saab em um pronunciamento televisionado.

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O procurador informou ainda a designação de três promotores para investigar as "dezenas de baixas de inocentes civis e militares" durante o ataque norte-americano. Trata-se de "crime de guerra dessa agressão inusitada contra a pátria venezuelana", denunciou Saab.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, disse após o ataque que levantariam "informações referentes a feridos e mortos". Cuba publicou nesta terça-feira uma lista com 32 militares mortos no ataque dos Estados Unidos em Caracas.

Na segunda-feira, o Exército venezuelano divulgou notas de falecimento de 23 militares mortos. Uma organização que reúne médicos na Venezuela informou à AFP pelo menos 70 mortos e 90 feridos.