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Projeto de reforma migratória com apoio de Trump fracassa no Congresso

Proposta que definia recursos para muro na fronteira com o México teve 301 votos contrários

Proposta que definia recursos para muro na fronteira com o México teve 301 votos contrários
Proposta que definia recursos para muro na fronteira com o México teve 301 votos contrários Foto : Don Emmert / AFP / CP
Um projeto de lei de reforma do sistema migratório americano afundou nesta quarta-feira na Câmara de Representantes do Congresso, apesar do impulso de última hora do presidente Donald Trump. A proposta abria caminho para a legalização definitiva dos jovens imigrantes que chegaram no país ainda crianças, mas também incluía recursos para a construção de um muro na fronteira com o México. O texto recebeu 121 votos a favor e 301 contra, em meio aos protestos de legisladores dos dois partidos.

Para os republicanos, o projeto não era suficientemente firme com a imigração ilegal, enquanto que para os democratas não oferecia uma solução razoável para a situação das famílias de imigrantes separados na fronteira. O resultado mostra a ruptura evidente da unidade entre os republicados no que diz respeito à questão migratória. O partido de Trump tem 235 assentos de um total de 435.

Esta manhã, o presidente americano pediu aos congressistas republicanos que aprovassem a vasta lei migratória, um dia depois de um revés judicial sobre sua política de "tolerância zero" em relação à imigração ilegal. "Os republicanos da Câmara (de Representantes) deveriam votar o severo, mas justo projeto de lei sobre a imigração, chamado Goodlatte II, na votação desta tarde, apesar dos Dems (democratas) não deixarem passar no Senado", escreveu Trump em maiúsculas no Twitter.

O texto votado nesta quarta incluía o financiamento do muro na fronteira mexicana, uma solução para os jovens apelidados "Dreamers" - que chegaram sem documentos aos Estados Unidos quando eram crianças - e uma sensível redução da imigração legal. Previa ainda uma permissão de trabalho e residência para os "Dreamers", renovável a cada seis anos e os autorizava a se candidatar para obter residência permanente.

Com o fracasso da votação, há dúvidas quanto aos próximos passos. Diversos analistas concordam que os legisladores poderiam agora se concentrar numa lei específica para tratar das famílias separadas na fronteira.