Grandes protestos contra a eleição de Donald Trump tomaram as ruas de várias grandes cidades dos Estados Unidos, ao longo desta quarta-feira. Milhares de manifestantes ocuparam ruas centras de Nova Iorque, Chigado e São Francisco, entre outras metrópolis.
Os protestos focam, principalmente, na xenofobia, racismo e sexismo creditados ao empresário e ex-astro de televisão. A concentração em frente à Trump Tower, em Manhattan, tinha centenas de faixas e cartazes com os dizeres "não é meu presidente" e "Ela tem mais votos", referindo-se à maior votação popular obtida por Hillary Clinton. Trump ganhou o pleito ao conquistar os delegados necessários para ser indicado à Casa Branca.
Em Chicago, o "protesto de emergência contra Trump", como ativistas definiram o ato, tomou as ruas centrais em plena hora do rush. O fluxo de veículos ficou interrompido, mas muitos motoristas buzinaram em aprovação aos manifestantes. Na frente de um dos hotéis de Trump, uma bandeira do México foi exibida, ao lado dos dizeres "f***-se o seu muro", em referência à barreira prometida pelo presidente eleito para barrar imigrantes.
Na Califórnia, uma imensa multidão de estudantes da localidade de Berkeley marchou pelas ruas. Muitos deles pediam, inclusive, a separação da Califórnia do resto do país. Outras manifestações de grandes proporções foram registradas na Pensilvânia, Arizona e Oregon.
Em Washington, centenas de manifestantes se reuniram diante da Casa Branca para realizar uma vigília criticando o que qualificaram de racismo, sexismo e xenofobia de Trump. Os cartazes diziam "Temos uma voz" e "Educação para todos". Em Los Angeles, centenas de adolescentes se reuniram diante da City Hall (Prefeitura) cantando "Not my president!" (Não é meu presidente).
No Oregon, os manifestantes bloquearam o trânsito no centro de Portland, fechando duas passagens de nível ferroviárias. Na Pensilvânia, centenas de estudantes universitários marcharam pelas ruas pedindo unidade.
As manifestações se seguem aos protestos iniciados durante a madrugada, após a derrota da democrata Hillary Clinton, nos quais ao menos uma pessoa ficou seriamente ferida em Oakland, Califórnia, onde manifestantes quebraram vitrines de lojas e incendiaram lixo.
Protestos contra Trump tomam conta das ruas de grandes cidades dos EUA
Manifestantes enfatizam machismo e racismo do presidente eleito e lembram que Hillary obteve mais votos