Dezenas de barracas seguem montadas nesta segunda-feira (19) no centro de Lisboa e do Porto, ocupadas por manifestantes que exigem medidas para conter o preço da habitação em Portugal.
Os manifestantes acusam o governo de não agir diante da crise de moradia e de querer facilitar os despejos por meio de uma reforma do mercado de aluguéis.
Em setembro, o Parlamento aprovou em primeira votação uma reforma para acelerar os despejos em caso de inadimplência, no contexto de uma flexibilização do mercado.
O protesto decorreu com calma na noite de domingo, mas os manifestantes estão decididos a continuar mobilizados.
Centenas de ativistas haviam se recusado a desmontar os acampamentos, apesar dos avisos das autoridades, que recordaram o risco de serem processados por desobediência.
No Porto, onde o movimento começou há cerca de dez dias, Maria João Calisto, uma das porta-vozes do movimento, declarou ao jornal Público que apresentaram um aviso de manifestação para o período de 21 de outubro a 31 de dezembro.
Os ocupantes convocaram uma mobilização em conjunto com um movimento na Espanha, e pedem aos sindicatos uma greve geral em 11 de novembro.
Há três semanas foi montado um acampamento na Puerta del Sol, em Madri, para exigir medidas contra a crise da moradia, um tema que levou o governo do socialista Pedro Sánchez a convocar eleições antecipadas para 29 de novembro.