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"Estamos em contato com o presidente ucraniano Petro Poroshenko e espero que possa propor a todo o povo ucraniano, independentemente de onde viva, um meio que permita alcançar a paz definitiva, completa e duradoura neste território", disse Putin.
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Qualificando o acidente como “uma tragédia”, Putin sublinhou ter ficado demonstrada a “necessidade de uma solução urgente e pacífica para a crise com a Ucrânia”. A posição do presidente russo foi tomada numa conversa telefônica com o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, informou a Rússia em comunicado. Das 298 vítimas do acidente com o avião malaio, 154 eram holandesas e 28 autralianas.
Na mesma conversa, Putin defendeu também ser preciso fazer “uma investigação minuciosa e objetiva ao desastre". A primeira reação da Rússia ao acidente foi considerada pelo primeiro-ministro australiano como “muito, muito insatisfatória”. De acordo com Tony Abbot, a primeira coisa que o embaixador russo na Austrália fez foi “culpar a Ucrânia”, afirmando que “não se tratou de um acidente, mas sim de um crime”.
O primeiro-ministro britânico convocou para hoje uma reunião do governo para discutir a crise causada pela queda do avião malaio no Leste da Ucrânia. Pelo menos nove britânicos estavam a bordo. “Estou chocado e triste com a queda do avião da Malásia", afirmou David Cameron na quinta-feira, através do Twitter.
Manutenção estava em dia
O avião que caiu no Leste da Ucrânia nessa quinta-feira estava com a manutenção em dia e funcionava normalmente quando o contato com ele foi perdido, afirmou nesta sexta-feira a companhia Malaysia Airlines.
"A última verificação técnica havia sido realizada no dia 11 de julho e este avião, que tem os registros de manutenção em ordem, voou durante 17 anos", afirmou Huib Gorter, vice-presidente do braço Europa da Malaysia Airlines, em uma coletiva de imprensa no aeroporto de Amsterdã Schiphol.
Gorter disse que não podia fornecer informações sobre a localização das caixas-pretas, que registram os dados que ajudam os investigadores a esclarecer os fatos, afirmando que a equipe técnica estava a caminho de Kiev.
Mas o funcionário da companhia aérea insistiu que a aeronave era segura e estava em ordem. "Havia aviões de muitas companhias aéreas que voavam por esta zona. Foi um incidente trágico que poderia ter acontecido com qualquer um", disse.