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Putin e Trump se reunirão nos próximos dias, anuncia Kremlin

Encontro é parte dos esforços de presidente dos EUA para acabar com a invasão russa na Ucrânia

Putin terá reunião com Trump
Putin terá reunião com Trump Foto : Mikhail Metzel / POOL / AFP / CP

Donald Trump e Vladimir Putin se reunirão "nos próximos dias", anunciou nesta quinta-feira (7) o Kremlin, ao informar que as duas partes têm um acordo "de princípio" com o local do encontro.

A reunião de cúpula seria a primeira entre os presidentes em exercício dos Estados Unidos e da Rússia desde que Joe Biden se encontrou com Putin em Genebra em junho de 2021.

O encontro é parte dos esforços de Trump para acabar com a invasão russa na Ucrânia. As três rodadas de conversações diretas entre Moscou e Kiev organizadas até o momento não conseguiram avanços para um cessar-fogo e as partes parecem estar muito distantes do fim do conflito, que começou há mais de três anos.

Trump disse na quarta-feira que provavelmente se reuniria presencialmente com Putin "muito em breve". "Por sugestão da parte americana, alcançamos um acordo de princípio para organizar uma reunião bilateral nos próximos dias", declarou o conselheiro diplomático do presidente russo, Yuri Ushakov, citado pelas agências estatais russas.

"Estamos começando a trabalhar nos detalhes ao lado de nossos colegas americanos", acrescentou Ushakov. "Estabelecemos como meta a próxima semana", acrescentou.

O Kremlin destacou que há um acordo "de princípio" sobre o local da reunião, mas não revelou onde. Dezenas de milhares de pessoas morreram desde que a Rússia iniciou a ofensiva militar contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Os bombardeios russos forçaram milhões de pessoas a fugir de suas casas e destruíram grandes áreas do leste e sul da Ucrânia. Putin rejeitou até o momento os apelos reiterados dos Estados Unidos, da Europa e de Kiev por um cessar-fogo.

Zelensky pede reunião

Durante as conversações diretas em Istambul (Turquia), os negociadores russos exigiram as regiões ucranianas parcialmente ocupadas e que Kiev desista do projeto de adesão à Otan, exigências inaceitáveis para a Ucrânia.

A Rússia também questiona a legitimidade do presidente ucraniano Volodimir Zelensky e descarta uma reunião entre os dois chefes de Estado de um acordo de paz.

O anúncio do encontro acontece um dia após a reunião do enviado americano Steve Witkoff com Putin em Moscou. Witkoff propôs uma reunião trilateral que também incluiria o presidente ucraniano Volodimir Zelensky, mas a Rússia não respondeu à proposta, disse Ushakov.

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"A parte russa deixou completamente sem comentário esta opção", indicou. Zelensky reiterou nesta quinta-feira o pedido de uma reunião com Putin, que considera a única via para avançar em direção à paz.

"Na Ucrânia, afirmamos em várias ocasiões que encontrar soluções reais pode ser verdadeiramente eficaz a nível de líderes. É necessário determinar o momento para este formato e o leque de questões a abordar", escreveu Zelensky nas redes sociais.

Também insistiu que os europeus sejam incluídos nas negociações de paz. "A Europa deve, portanto, participar no processo", disse. Zelensky teve uma reunião nesta quinta-feira com o chefe de Governo da Alemanha, Friedrich Merz, na qual ambos "elogiaram (...) os esforços de mediação" de Donald Trump.