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Putin promete “resposta às ameaças” diante de militarização na Europa

Dirigente russo acusou a Europa de impedir uma solução para a guerra na Ucrânia e de realizar "uma escalada permanente" do conflito

Putin: "E sim, digo a resposta. Nós nunca iniciamos uma confrontação militar"
Putin: "E sim, digo a resposta. Nós nunca iniciamos uma confrontação militar" Foto : Mikhail Metzel / POOL / AFP / CP

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira, 2, que Moscou acompanha atentamente "a militarização crescente da Europa" e prometeu "uma resposta às ameaças" depois que países europeus aumentaram seus gastos em defesa em virtude da ofensiva de Moscou na Ucrânia. "A resposta às ameaças será, no mínimo, muito contundente. E sim, digo a resposta. Nós nunca iniciamos uma confrontação militar", declarou Putin durante um fórum em Sochi, no sudoeste da Rússia.

O dirigente russo acusou a Europa de impedir uma solução para a guerra na Ucrânia e de realizar "uma escalada permanente" do conflito. Putin também falou sobre as origens do conflito, acusou "aqueles que se consideraram vencedores" ao final da Guerra Fria de querer impor "a todos concepções unilaterais e subjetivas da segurança".

"Isso se tornou a verdadeira causa originária não só do conflito ucraniano, mas também de muitos outros conflitos graves" do início do século XXI, disse, defendendo um "mundo multipolar" frente ao Ocidente. Depois que o presidente americano, Donald Trump, tentou se aproximar de Moscou para encontrar uma saída para a guerra na Ucrânia, Putin adotou um tom mais conciliador com Washington.

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"É sabido que nossos países têm bastantes divergências. Nossos pontos de vista sobre muitos problemas mundiais não coincidem. Para as grandes potências, isso é normal", afirmou, avaliando que a administração Trump se guiava pelos "interesses de seu país e tinha uma abordagem racional".

No entanto, considerou que o envio de mísseis americanos de longo alcance Tomahawk a Kiev constituiria "uma nova escalada" entre Moscou e Washington. Alguns altos funcionários americanos levantaram a possibilidade de vender esse tipo de armas para os europeus, para que eles as entregassem à Ucrânia.

"Usar Tomahawk é impossível sem a participação direta de militares americanos. Isso significaria uma nova escalada (...), especialmente nas relações entre Rússia e Estados Unidos", advertiu o presidente russo.