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Quase 30% das offshores da Mossack Fonseca foram criadas na China e Hong Kong

Parentes de integrantes e ex-integrantes do Partido Comunista estariam envolvidos

Dos 11,5 milhões de documentos vazados, pelo menos oito integrantes eram do Comitê Permanente de Politburo
Dos 11,5 milhões de documentos vazados, pelo menos oito integrantes eram do Comitê Permanente de Politburo Foto : Rodrigo Arangua / AFP / CP
Quase 30% das atividades do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, no centro do escândalo "Panama Papers", passava pelas unidades da empresa em Hong Kong e na China, informou o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

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Os números indicam que 29% das offshores ativas criadas pela firma (16,3 mil) foram tramitadas por meio dos escritórios da Mossack Fonseca em Hong Kong e China, segundo o ICIJ.

De acordo com a investigação dos 11,5 milhões de documentos que vazaram, os parentes de pelo menos oito integrantes ou ex-integrantes do Comitê Permanente do Politburo, a instância mais importante do Partido Comunista, estiveram envolvidos com empresas "offshore".

A criação de empresas em paraísos fiscais não é ilegal em si, mas em muitos casos estas servem para ocultar o patrimônio das autoridades fiscais ou para lavar dinheiro do tráfico de drogas.