"Pedimos a ajuda da Cruz Vermelha para reparar algumas linhas em Gaza. E pedimos aos serviços israelenses de energia elétrica que reparem as linhas do seu lado, mas informaram que era muito perigoso", explicou Khalil. "Agora 70% da faixa de Gaza está sem energia elétrica. A pior situação acontece ao norte, onde ficaram totalmente sem corrente (elétrica)", disse o diretor.
As linhas foram cortadas após o início da operação terrestre contra o movimento islamita Hamas, que controla a faixa de Gaza, submetida a um rígido bloqueio israelense desde 2006.
Corte de luz diário
Os habitantes de Gaza sofrem em períodos normais de 8 a 12 horas de cortes cotidianos de energia elétrica, que afetam hospitais, escolas, lojas ou unidades de tratamento de água no território de mais de 1,5 milhão de habitantes. Quase 30% da energia elétrica de Gaza é gerada em uma usina abastecida por Israel. Esta central, de 50 MW, funcionava nesta sexta-feira e fornecia - durante 16 horas ao dia - energia para o oeste e centro do território. A ONU calcula a demanda energética da Faixa de Gaza em 360 MW.