Mais de meio milhão de pessoas haviam se inscrito, segundo os organizadores, nesta manifestação sob o lema "vamos encher as ruas para encher as urnas". "Nosso objetivo é votar e vencer no dia 9 de novembro. Entendemos que este 11 de setembro é o ponto de viragem", explicou o presidente da Assembleia Nacional Catalã, Carme Forcadell.
Em 2012, uma imensa manifestação em Barcelona precipitou a colocação em andamento do processo de autodeterminação. Em 2013, uma corrente humana independentistade 400 quilômetros forçou o governo catalão a fixar a data da votação para o dia 9 de novembro.
O presidente catalão, Artur Mas advertiu Madri que "é praticamente impossível impedir para sempre" a consulta na Catalunha. "É absurdo pretender isso e acredito que o Estado espanhol deve perceber isso", declarou na quarta-feira em uma entrevista em seu gabinete no palácio de la Generalitat, sede do governo catalão. "Se uma nação como a Escócia pode votar, por que não a Catalunha?", se perguntou Mas. A região, de 7,5 milhões de habitantes, gera um quinto da riqueza espanhola.
O desentendimento começou em 2010, quando o Tribunal Constitucional privou a Catalunha - que tem amplas cotas de autogoverno em educação, saúde e segurança -, de seu status de nação incluído no estatuto de autonomia regional aprovado em 2006.
Dois anos depois, a divisão se acentuou quando o governo central negou um melhor financiamento a esta região muito afetada pela crise. Nos próximos dias, Mas espera convocar sob o amparo de uma lei regional esta consulta que constará de uma dupla pergunta: "Quer que a Catalunha seja um Estado? Quer que seja um Estado independente?".