Os renomados chargista da revista Charlie Hebdo, Charb, Cabu, Wolinski e Tignous, morreram nesta quarta-feira no violento ataque terrorista contra a redação da publicação, informou uma fonte judicial. Um sobrevivente teria identificado os corpos minutos depois do ataque. Ao todo 12 pessoas morreram - entre elas dois policiais - e dez ficaram feridas em um ataque com fuzis de assalto e lança-foguetes contra a sede da empresa.
O presidente François Hollande foi ao local do atentado e confirmou tratar-se de um ataque terrorista, o mais violento registrado na França em 40 anos.
Dois homens armados com kalashnikovs e um lança-foguetes atacaram no saguão do prédio da revista. De acordo com vídeos amadores, houve uma troca de tiros com as forças de segurança. Segundo fontes policiais, os autores do ataque gritaram "Vingamos o Profeta!", em referência a Maomé, alvo de uma charge publicada em 2006 pela revista, o que provocou revolta no mundo muçulmano.
Coincidência ou não, a Charlie Hebdo fez a divulgação em sua edição desta quarta-feira do novo romance do controvertido escritor Michel Houellebecq, um dos mais famosos autores franceses no exterior. A obra de ficção política fala de uma França islamizada em 2022, depois da eleição de um presidente da República muçulmano. "As previsões do mago Houellebecq: em 2015, perco meus dentes... Em 2022, faço o Ramadã!", ironiza a publicação junto a uma charge de Houellebecq.
Quatro chargistas morrem em ataque à revista francesa
Hollande classificou como o ataque terrorista mais violento dos últimos 40 anos