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Quinze voos são cancelados no Uruguai por causa de cinzas de vulcão

Porto Alegre teve dois cancelamentos de trechos para a Argentina

Ao menos quinze voos foram cancelados nesta terça-feira, no Uruguai, devido à presença, na região, de cinzas do vulcão do complexo chileno Puyehue, informou o site do aeroporto de Carrasco, de Montevidéu. Pela tarde, seis decolagens com destino a Buenos Aires, Santiago e Brasília foram canceladas e nove pousos foram suspensos, todos partindo de Buenos Aires, à exceção de um que saiu de Belo Horizonte (MG). O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, teve dois voos da Aerolíneas Argentinas cancelados por conta das cinzas no Conesul.

O voo das 14h com destino à capital argentina foi remarcado para as 17h15min, mas acabou cancelado. Já o voo previsto para chegar ao Estado do Uruguai, às 13h20min, também não decolou. Um terceiro voo que tinha ameaça de cancelamento acabou decolando, às 20h35min, de Buenos Aires, com destino à capital gaúcha.

A decisão de suspender os voos é das operadoras, preocupadas com os efeitos nocivos que poderiam ter as cinzas nos motores dos aviões. O sistema meteorológico do Aeroporto de Carrasco confirmou a presença de cinzas vulcânicas no sul, oeste e parte do leste do Uruguai. Trata-se da sexta vez que os voos são afetados por nuvem de cinzas do vulcão, que entrou em erupção no dia 4 de junho.

Através de um comunicado, a companhia LAN Argentina informou que "decidiu não operar seus vôos programados até que as condições sejam favoráveis". A empresa aérea suspendeu operações domésticas e regionais. Já a Aerolíneas Argentinas e a Austral irão retomar as operações quando as "previsões indicarem condições consistentes com os padrões de segurança".

Mudança de ventos

A passagem de várias frentes frias e o estabelecimento de uma circulação de ventos do setor sudoeste acarretaram a mudança dos ventos, criando uma espécie de "ponte direta" entre a região do vulcão Puyehue e a região da Província de Buenos Aires e o Uruguai. Segundo o Clarín, muitos dos passageiros retidos nos aeroportos já foram enviados de volta para os hotéis ou para casa em razão do cancelamento dos serviços.


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