O voo das 14h com destino à capital argentina foi remarcado para as 17h15min, mas acabou cancelado. Já o voo previsto para chegar ao Estado do Uruguai, às 13h20min, também não decolou. Um terceiro voo que tinha ameaça de cancelamento acabou decolando, às 20h35min, de Buenos Aires, com destino à capital gaúcha.
A decisão de suspender os voos é das operadoras, preocupadas com os efeitos nocivos que poderiam ter as cinzas nos motores dos aviões. O sistema meteorológico do Aeroporto de Carrasco confirmou a presença de cinzas vulcânicas no sul, oeste e parte do leste do Uruguai. Trata-se da sexta vez que os voos são afetados por nuvem de cinzas do vulcão, que entrou em erupção no dia 4 de junho.
Através de um comunicado, a companhia LAN Argentina informou que "decidiu não operar seus vôos programados até que as condições sejam favoráveis". A empresa aérea suspendeu operações domésticas e regionais. Já a Aerolíneas Argentinas e a Austral irão retomar as operações quando as "previsões indicarem condições consistentes com os padrões de segurança".
Mudança de ventos
A passagem de várias frentes frias e o estabelecimento de uma circulação de ventos do setor sudoeste acarretaram a mudança dos ventos, criando uma espécie de "ponte direta" entre a região do vulcão Puyehue e a região da Província de Buenos Aires e o Uruguai. Segundo o Clarín, muitos dos passageiros retidos nos aeroportos já foram enviados de volta para os hotéis ou para casa em razão do cancelamento dos serviços.