Além disso, o Parlamento britânico rejeitou na quinta-feira à noite uma moção governamental que defendia o princípio de uma intervenção militar contra a Síria. No entanto, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, declarou nesta sexta-feira que Washington continua buscando uma "coalizão internacional" para responder o suposto ataque com armas químicas do regime de Damasco contra civis.
A França segue firme na defesa de uma ação "proporcional e firme" contra o regime de Damasco, afirmou o presidente François Hollande. Em uma entrevista ao jornal Le Monde, o presidente descartou qualquer intervenção na Síria antes dos inspetores da ONU deixarem o país.
No entanto, não excluiu uma ação antes da próxima quarta-feira, dia de uma reunião do Parlamento francês para debater a situação na Síria após a morte de centenas de pessoas em um suposto ataque químico perto de Damasco em 21 de agosto "Há um feixe de indícios que apontam para a responsabilidade do regime sírio na utilização de armas químicas", disse. "Todas as opções estão sobre a mesa. A França quer uma ação proporcional e firme", completou.
Hollande informou que terá uma troca de opiniões profunda com o presidente americano, Barak Obama. Ao ser questionado se a França pode atuar sem a Grã-Bretanha, um aliado tradicional, Hollande respondeu: "Sim. Cada país é soberano para participar ou não na operação. Isto é válido para o Reino Unido e para a França".