O vice-ministro russo da Defesa, Anatoli Antonov, denunciou que o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e sua família estão diretamente envolvidos no tráfico de petróleo com a organização Estado Islâmico (EI). A frase é mais uma acusação de Moscou contra a Turquia, que derrubou um avião militar russo em 24 de novembro.
"O principal consumidor do petróleo roubado de proprietários legítimos, a Síria e o Iraque, é a Turquia. Depois de informações obtidas, a classe dirigente política, com o presidente Erdogan e sua família, está envolvida neste comércio ilegal", acrescentou diante de cerca de 300 jornalistas. "O cinismo do governo turco não tem limites", acrescentou.
Mais cedo, Erdogan já havia antecipado que a Turquia não responderá as reações "emocionais" da Rússia e que não adotará represálias contra residentes russos ou contra seus interesses. "Adotamos uma aproximação comedida ante as reações emocionais da Rússia", afirmou, segundo o jornal Hürriyet.
O chefe de Estado turco afirmou que o governo não pensa em expulsar os cidadãos russos que moram no país. "Não seria digno da Turquia", declarou. Moscou decidiu restabelecer a necessidade de visto para os turcos a partir de janeiro e recomendou a seus cidadãos que não viajem para a Turquia.
Erdogan criticou as sanções econômicas anunciadas pela Rússia e afirmou estar disposto a prescindir do gás fornecido por Moscou, a principal fonte de energia do país. "Não vivemos sempre com o gás natural. Este povo está acostumado às privações".
Rússia acusa presidente turco de envolvimento com EI
Vice-ministro da Defesa de Moscou denunciou Erdogan de participar do tráfico de petróleo com jihadistas