O Exército russo afirmou nesta sexta-feira que tem "evidências do envolvimento direto da Grã-Bretanha" em uma encenação do suposto ataque químico na semana passada em Ghuta Oriental. Temos "evidências que mostram a participação direta da Grã-Bretanha na organização desta provocação em Ghuta Oriental", afirmou o porta-voz do Exército russo Igor Konashenkov. Ele acusou Londres de ter exercido "forte pressão" sobre os socorristas sírios para montar este alegado ataque químico na cidade de Duma.
Mais cedo, embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzia, afirmou que o único interesse dos países ocidentais na Síria é derrubar o governo de Bashar al Assad. Ele exigiu que os Estados Unidos, França e Reino Unido evitem uma ação militar. "Seguimos observando perigosas preparações militares para um ato ilegal de força contra um estado soberano", acrescentou.
O presidente russo, Vladimir Putin, também advertiu nesta sexta-feira o colega francês, Emmanuel Macron, contra qualquer ação pouco reflexiva e perigosa na Síria, o que poderia ter "consequências imprevisíveis", após as ameaças de resposta militar de países ocidentais a um suposto ataque químico. "É essencial evitar qualquer ação irrefletida e perigosa que seria uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas e que teria consequências imprevisíveis", afirmou o Kremlin em um comunicado depois de uma conversa telefônica entre os dois presidentes.
Rússia acusa Reino Unido de participar de encenação de ataque químico na Síria
Igor Konashenkov acusou Londres de ter exercido "forte pressão" sobre os socorristas sírios