Lavrov conversou por telefone com seus homólogos alemão, Frank-Walter Steinmeier, francês, Laurent Fabius, e polonês, Radoslaw Sikorski, e manifestou sua "mais profunda preocupação com a incapacidade dos signatários do acordo de 21 de fevereiro em Kiev" de cumprirem suas obrigações, segundo a mesma fonte. Ele pediu que usem sua "influência sobre a oposição para obter um estabelecimento rápido" desse acordo.
De acordo com o comunicado, os interlocutores de Lavrov "compartilharam a preocupação da Rússia, reconheceram que a oposição não tinha cumprido a sua parte das obrigações e prometeram seguir as medidas de emergência para que os acordos sejam adotados". Em duas declarações distintas publicadas pouco antes em Berlim e em Paris, Steinmeier e Fabius pediram que governo e oposição na Ucrânia respeitassem o acordo para acabar com a crise, que prevê importantes concessões por parte de Yanukovytch.
A oposição começou neste sábado a assumir o poder na Ucrânia, mas o presidente ucraniano, que era há pouco tempo considerado intocável, denunciou em Kharkiv (leste da Ucrânia) um "golpe de Estado" e se negou a renunciar. Mas o presidente da Comissão Parlamentar das Relações Exteriores na Duma (câmara baixa do Parlamento russo), Alexei Puchkov, lamentou o "triste fim" do presidente ucraniano. "Deixam qualquer um entrar na mansão de Yanukovytch, no subúrbio de Kiev: ele fugiu, seus guardas fugiram, os empregados de sua residência fugiram (...) Triste fim para um presidente", escreveu em sua conta no Twitter.