O texto destaca que existem indícios de que o ataque foi "claramente uma provocação" e que as imagens da internet que envolvem o regime foram disponibilizadas antes da operação. O ministério também acusa os rebeldes de "impedir" uma investigação objetiva.
Nesta sexta, os chefes da diplomacia da Rússia e dos Estados Unidos pediram ao regime sírio que coopere com os especialistas da ONU. A nota demanda uma "investigação objetiva" das Nações Unidas.
Na quarta-feira, uma ofensiva na Ghuta oriental e em Muadamiyat al-Sham (setores dos subúrbios de Damasco nas mãos dos insurgentes) provocou um número indeterminado de vítimas. A oposição denunciou 1,3 mil mortes e acusou o regime de ter cometido atauqes com gases tóxicos.
Para Obama, acusações são preocupantes
O presidente norte-americano Barack Obama afirmou que as acusações de utilização de armas químicas na Síria são "muito preocupantes", em uma entrevista ao canal CNN. "O que temos visto indica que é claramente um grande evento, de muita preocupação, e nós já estamos em contato com toda a comunidade internacional", afirmou.
Obama evitou afirmar se o seu governo acredita que armas químicas teriam sido usadas no ataque, um ato que, em tese, teria cruzado a "linha vermelha". "Não esperamos cooperação (do governo sírio), levando em conta seu passado".