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Rússia considera regime sírio o único capaz de enfrentar Estado Islâmico

Kremlin demostrou apoio a al-Assad após críticas norte-americanas

Damasco e Moscou são velhos aliados políticos
Damasco e Moscou são velhos aliados políticos Foto : Mikhail Klimentyev/ AFP/ Divulgação/ CP
O Kremlin avaliou neste sábado que não há "alternativa" ao regime sírio na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) e rejeitou as críticas do presidente americano, Barack Obama, sobre a estrategia russa na Síria.  O líder dos EUA disse na véspera que a estratégia de apoiar o regime de Bashar al Assad está "fadada ao fracasso".

As críticas dos Estados Unidos "não são novas (...) mas, lamentavelmente, ninguém até agora conseguiu explicar de forma compreensível qual seria a alternativa ao governo sírio legítimo para garantir a segurança no país, combater o avanço do EI e assegurar a unidade" da Síria, questionou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.

A Rússia, um firme aliado do presidente Bashar al Assad, pede à coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos que coopere com o Exército regular sírio para coordenar seus ataques aéreos contra o Estado Islâmico.
A tensão tem subido entre Moscou e Washington em relação ao conflito, e Washington acusa o gigante do leste europeu de entregar armas e enviar soldados à região de Latakia (noroeste), feudoalauita do presidente Assad.

Moscou, aliado de Damasco desde a época soviética, desmente o reforço de sua presença militar na Síria. O chanceler russo, Serguei Lavrov, admitiu que aviões russos que levaram ajuda humanitária à Síria também transportavam "equipamentos militares, de acordo com os contratos existentes" firmados com Damasco.

Dois aviões russos com ajuda humanitária pousaram no sábado na Síria, segundo a agência oficial Sana. Durante a semana, Lavrov afirmou que seu país não tomou medidas extras para reforçar sua presença militar na Síria, mas que está disposto a dar um maior apoio ao regime de Damasco sem que isso tenha como objetivo prejudicar os planos da coalizão internacional que luta contra o Estado Islâmico. Ele explicou que o Kremlin quer evitar uma repetição do "cenário líbio" na Síria e que, por isso, dará uma assistência maior ao Exército de Bashar al Assad se ele solicitar.