A Rússia afirmou nesta terça-feira (19) que a Ucrânia lançou mísseis de longo alcance fornecidos pelos Estados Unidos contra uma instalação militar na região fronteiriça russa de Bryansk, segundo a imprensa estatal, no primeiro ataque do tipo desde que Kiev recebeu autorização de Washington.
"Às 3H25 (21H15 de Brasília, segunda-feira), o inimigo atacou uma área na região de Bryansk com seis mísseis balísticos. Segundo dados confirmados, foram utilizados mísseis táticos ATACMS de fabricados americana", informaram as agências de notícias estatais, que citaram um comunicado militar.
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Nesta terça, Putin assinou um decreto que amplia as possibilidades de uso de armas nucleares. "Entre as condições que justificam o uso de armas nucleares está o lançamento de mísseis balísticos contra a Rússia", afirma o decreto.
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— Correio do Povo (@correio_dopovo) November 19, 2024
O presidente da Rússia ampliou a possibilidade do uso de armas nucleares. A medida foi adotada depois que os EUA autorizaram a Ucrânia a usar mísseis de longo alcance contra o território russo.
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"Era necessário adaptar nossos fundamentos à situação atual", declarou o porta-voz da presidência, Dmitri Peskov, em uma referência ao que Putin considera "ameaças" do Ocidente à segurança do país.
Putin alertou em setembro que seu país poderia utilizar armas nucleares em caso de bombardeios aéreos em larga escala contra a Rússia.
Ele também disse que qualquer ataque de um país sem armas atômicas, como a Ucrânia, mas apoiado por uma potência nuclear, como os Estados Unidos, poderia ser considerado uma agressão "conjunta" suscetível de exigir tal medida.