O pacto entrará em vigor no momento em que Hillary e Lavrorv derem suas respectivas ratificações durante a Conferência de Segurança de Munique - evento criado em 1960, no ápice da Guerra Fria. A troca de notas irá selar um tortuoso processo que começou mais de uma década atrás, mas só se concretizou com a chegada do presidente Barack Obama à Casa Branca.
O tratado que prevê a eliminação de algumas das armas mais letais do mundo está no centro das atenções de Obama para um mundo livre de armas nucleares, e marca seus esforços para renovar as relações com a Rússia. O novo Start reduz o limite de ogivas nucleares em 30% e limita cada lado a ter até 700 mísseis militares de longo alcance e aviões de bombardeio pesado.
O acordo original, de 1991, expirou no fim de 2009, em meio a divergências sobre como os dois lados planejavam proceder em meio ao declínio de potências nucleares menores e o crescimento de regimes linha-dura. Muitos analistas vêem a nova rodada de cortes como simbólica, já que as chances de essas armas pesadas serem efetivamente usadas serem insignificantes. Mas o acordo fornece um importante começo para discussões mais pertinentes em relação a armas nucleares menores - mas potencialmente mais perigosas - e outras armas de alta tecnologia.