Na quarta-feira, uma ofensiva na Ghuta oriental e em Muadamiyat al-Sham (setores dos subúrbios de Damasco nas mãos dos insurgentes) provocou um número indeterminado de vítimas. A oposição denunciou 1,3 mil mortes e acusou o regime de ter cometido atauqes com gases tóxicos.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que tem uma ampla rede de ativistas e médicos, contabilizou 170 mortes e não confirmou o uso de armas químicas. O regime negou categoricamente o uso de armas químicas. A Rússia, um dos principais aliados do regime de Bashar al-Assad, ao qual fornece armas, afirmou na quarta-feira que as suspeitas de que o regime de Damasco usou substâncias químicas era "uma provocação planejada com antecedência".
Para Obama, acusações são preocupantes
O presidente norte-americano Barack Obama afirmou que as acusações de utilização de armas químicas na Síria são "muito preocupantes", em uma entrevista ao canal CNN. "O que temos visto indica que é claramente um grande evento, de muita preocupação, e nós já estamos em contato com toda a comunidade internacional", afirmou.
Obama evitou afirmar se o seu governo acredita que armas químicas teriam sido usadas no ataque, um ato que, em tese, teria cruzado a "linha vermelha". "Não esperamos cooperação (do governo sírio), levando em conta seu passado".