"Antes precisamos de paz, que então seria mantida", disse Lavrov em Moscou, onde recebeu o chanceler dos Emirados Árabes, o xeque Abdullah bin Zayed al-Nahyan. "Estudamos essa iniciativa e esperamos que nossos amigos nos países árabes deixem alguns pontos claros. Para o envio de uma força de paz, é preciso autorização do país que a receberá", concluiu.
"Em outras palavras, você precisa fechar algo que lembre um cessar-fogo. Mas o problema é que grupos armados que estão lutando contra o regime sírio não respondem a ninguém e não são controlados por ninguém", prosseguiu a autoridade russa.
A proposta da criação da missão de paz foi feita pela Liga Árabe no domingo - o próprio regime sírio criticou a iniciativa. O grupo também pediu que os demais países árabes cortes as relações diplomáticas que mantêm com Damasco.
A Rússia tem atuado como um aliado do regime do presidente sírio, Bashar Assad, no cenário internacional, apesar da pressão do Ocidente. Moscou já usou seu poder de veto contra um resolução que pedia a fim do regime de Damasco no Conselho de Segurança da ONU.
De acordo com a ONU, a revolta contra Assad, que está prestes a completar um ano, já deixou mais de 5 mil mortos. O governo sírio culpa "grupos armados e terroristas" pela onda de violência.