A Rússia rechaçou as acusações, nesta terça-feira, de ter participação no ataque com veneno a um ex-espião que agora reside em Salisbury no Reino Unido. Numa série de notas pelo Twitter, a Embaixada Russa relatou que o embaixador britânico Laurence Bristow recebeu um "forte protesto" sobre as acusações "sem qualquer evidência" das autoridades do país quanto ao ataque a Sergei Skripal e sua filha Yulia.
Para os russos, as ações das autoridades do Reino Unidos são uma "provocação clara". A embaixada acrescentou que "Moscou não responderá ao ultimato de Londres até que recebe amostras da substância química a que os investigadores britânicos se referem".
A chancelaria russa afirma, ainda, que o "incidente parece mais uma tentativa fraudulenta do Reino Unido desacreditar a Rússia". Por conta disso, os russos exigem o direito de investigar o caso em conjunto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump exigiu "respostas inequívocas" ao ataque. A chanceler alemã Angela Merkel declarou que considerava "muito sérias" as acusações britânicas e o presidente francês Emmanuel Macron condenou o que classificou de "ataque inaceitável".
A crise entre Moscou e Londres pode agravar-se após a morte de outro exiliado, Nikolái Glushkov, de 69 anos, que foi encontrado morto em seu domicílio em New Malden, um subúrbio de Londres, segundo a imprensa britânica.
Rússia protesta contra "acusações sem evidência" no caso de envenenamento na Inglaterra
Chancelaria russa classificou postura dos britâncios de "provocação clara"