O chefe de Estado cubano pediu "para priorizar o desenvolvimento de investimentos que gerem ingressos rápidos" e a "prestar mais atenção em uma 'mercadoria' que produz muito: a poupança". Durante a reunião, o vice-presidente do Conselho de Ministros, Marino Murillo, anunciou que em 2013 se começará a aplicar uma política "desenhada para flexibilizar os objetos sociais" das empresas estatais cubanas, "encaminhada a favorecer ao máximo o desenvolvimento de suas potencialidades".
No entanto, Murillo explicou que esta "flexibilização não elimine as regulamentações existentes para a comercialização de certos produtos e a prestação de alguns serviços". Raúl Castro, que substituiu no comando o seu irmão Fidel, em 2006, pôs em andamento reformas para tornar eficiente o esgotado modelo econômico centralizado, de corte soviético, que a ilha seguiu há meio século.
Como parte das medidas, o governo abriu espaço para a iniciativa privada e ao trabalho por conta própria, permitiu a criação de cooperativas não agrícolas, criou conglomerados empresariais estatais similares aos existentes em países capitalistas e entregou terras em usufruto a camponeses. Ao encerrar, em 13 de dezembro, a sessão semestral do Parlamento, Raúl Castro assegurou que as reformas avançam "com passo seguro" e que se aprofundarão com a finalidade de preservar o socialismo na ilha.