"Não há nenhuma dúvida que se trata de uma cifra elevada", destacou, não descartando, no entanto, a possibilidade de que essa taxa seja revista na sexta-feira. Iodo 131 também foi descoberto em grande quantidade na água do mar, perto da central Fukushima Daiichi (N°1).
Para manter o combustível a uma temperatura inferior ao ponto de fusão, centenas de operários, bombeiros e soldados derramam dia e noite milhares de toneladas de água nos reatores. A consequência disto é que enormes quantidades de água contaminada se infiltram nas galerias subterrâneas e escorrem para o Oceano Pacífico, próximo.
Sarkozy em Tóquio
Em Tóquio, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, expressou hoje o apoio dos países do G20 às autoridades japonesas. Ele reiterou, no entanto, ser favorável a este tipo de energia, mas com um reforço da segurança.
Sarkozy propôs uma reunião das autoridades nucleares dos países que integram o G20, em maio, em Paris, para definir uma "norma de segurança internacional". O chefe de Estado francês chegou a Tóquio nesta quinta-feira para manifestar "solidariedade" às autoridades japonesas que lutam contra a catástrofe nuclear originada pelo terremoto e o tsunami de 11 de março.
Sarkozy prestou homenagem ao "valor excepcional" dos japoneses e o que fizeram para enfrentar a urgência da catástrofe, prometendo ajuda da França. Citou, como exemplo desse auxílio, os robôs da empresa líder mundial nuclear Areva, "que podem intervir nas zonas contaminadas", na medida em que for crucial o tratamento das águas fortemente radioativas usadas para esfriar os reatores na central de Fukushima.
Presente também na capital japonesa, a ministra francesa de ecologia Nathalie Kosciusko-Morizet confirmou que os robôs vão ficar nas instalações acidentadas. Naoto Kan agradeceu a visita, e por poder "beneficiar-se da experiência e dos equipamentos cedidos pela França.