O ex-presidente do Equador Rafael Correa denunciou nesta quarta-feira um "complô" do atual governo de Lenín Moreno, depois que a Justiça equatoriana emitiu uma ordem de prisão contra ele por seu suposto envolvimento no sequestro de um opositor na Colômbia.
"Há todo um roteiro. Há todo um complô", declarou Correa em uma entrevista em Bruxelas, na Bélgica, expressando a sua confiança de que a Interpol irá rechaçar o alerta vermelho emitido pela Justiça equatoriana, já que, na sua visão, trata-se de um "caso político".
Rafael Correa recebeu o apoio dos presidentes Evo Morales, da Bolívia, e Nicolás Maduro, da Venezuela – o que foi rechaçado por Quito, que pediu consultas ao seu embaixador em La Paz e suspendeu a viagem de seu novo representante a Caracas. O ex-presidente, que ficou no poder entre 2007 e 2017, é acusado de associação criminosa e sequestro do ex-deputado Fernando Balda.
Para que seja processado, Correa deveria estar no Equador por se tratar de um crime pelo qual a lei nacional impede o julgamento à revelia. Correa, que mora na Bélgica junto com a sua família desde que deixou a presidência descartou viajar devido à situação no país, onde não há "garantias", considerando esse cenário "quase um suicídio".
Ele não descartou solicitar asilo à Bélgica – país que "jamais" daria prosseguimento a sua extradição, na sua opinião.
Rafael Correa denuncia “complô” do governo do Equador
Ex-presidente do Equador teve prisão solicitada à Interpol